Alunos como Flavio preferem se matricular em um curso de cada matéria a estudar o ano todo em um lugar só
Quando não passou para o curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Flavio Silva, 17 anos, precisou decidir sua vida. De um lado, os pais questionavam o que ele faria. De outro , ele mesmo tentava se decidir. Encararia um cursinho tradicional ou partiria para aulas isoladas?
Foi conversando com colegas que já tinham passado por isso que Flavio resolveu ter um ano diferente do terceirão. Nada mais de sinal entre as -aulas ditando o ritmo dos estudos.
A rotina, agora, varia de um curso para outro. Da aula de biologia para a de geografia. Da lição de historia direto para a matemática.
Cansado de dividir a atenção do professor com outros 80 alunos, ele garante que acertou na escolha pelas turmas reduzidas:
- As aulas ficaram mais pessoais.
Consigo tirar todas as minhas duvidas e, se fica alguma, os professores marcam aula extra.
Mas tanta vantagem também tem seu preço. O luxo de fazer vários cursos sai caro. Pode custar mais de R$ 1 mil por mês. Para Flavio, é o "caro que sai barato":
- Os professores oferecem um material excelente. Eu percebo que quem já experimentou fazer cursinhos isolados não troca mais. E puxado, mas não me arrependo.
Depois da decisão acertada na preparação, o estudante tem outra escolha importante no caminho: O curso.. Ele ainda esta em duvida se tenta Administração na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) ou continua com Relações Internacionais na UFSC. .
Mais opção para alunos é tendência de mercado
Ha três anos, o professor de biologia Wilson Fernandes percebeu que seus alunos de pre-vestibular buscavam cada vez mais aulas diferenciadas. Foi quando ele teve a idéia de abrir suas próprias turmas, com a proposta de ter, no máximo, 15 alunos por vez.
O negocio deu certo. A procura s6 aumenta. A propaganda, garante, e feita no melhor estilo "boca a boca" (no boom sentido, e claro).
De acordo com o professor, a maioria de seus alunos desistiu de cursinho para fazer aulas separadas. Ele aponta como uma das vantagens desse modelo a proximidade que tem com os estudantes.
- A gente consegue conversar mais. Acho que e muito bom para aqueles que estão cansados de uma sala de aula lotada - avalia.
Apesar de ser reduzido, o publico e exigente. Wilson percebeu que precisaria preparar um material mais completo do que aquele a que os alunos tinham acesso nas aulas tradicionais. Para isso, investiu em tecnologia de educação.
Criou o site www.biostudos.com. onde disponibiliza apostilas, exercícios, provas anteriores e textos atualizados semanalmente. O acesso e liberado apenas para seus estudantes.